Um estudo – realizado por investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra revela que “uma percentagem significativa de adolescentes portugueses apresenta sintomatologia depressiva (8%) ou está em risco de desenvolver depressão (19%)”.
A investigação, com o objectivo de “traçar o perfil de risco psicológico e genético para a depressão na adolescência” e “testar a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes”, conclui ainda que a tendência para depressão na adolescência é maior nas raparigas: “Características temperamentais de emocionalidade negativa (tristeza, timidez, agressão, medo, etc.), estratégias de regulação emocional menos eficazes, maior número de acontecimentos de vida negativos na escola, com os amigos e com a família, bem como experiências de abuso e negligência e fraco desempenho escolar são factores que deixam os adolescentes mais vulneráveis à depressão”.
A pesquisa envolveu uma amostra comunitária de 3.300 adolescentes, a frequentarem o 8.º e o 9.º ano de escolaridade e com uma idade média de 14 anos. “Numa amostra de 290 adolescentes em risco, foram estudadas a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes (PPDA). Estes resultados vão ter “um impacto de grande relevo nos conhecimentos sobre a depressão nos jovens e a forma de a prevenir e tratar”, sustenta Ana Paula Matos, acrescentando que “a depressão é uma das doenças mais prevalentes nas crianças e adolescentes, comprometendo o funcionamento emocional, académico e relacional”.
Fonte: Diário Digital.
Post publicado por Joana Galante