domingo, 7 de junho de 2015

Centro das Taipas cria projeto para responder a alcoolismo infantil

"Na corda bamba" é um projeto que procura responder às preocupações provocadas pelo consumo entre os jovens de álcool e de substâncias psicoativas. Para nos dar a conhecer o projeto, esteve na Edição da Manhã Alfredo Frade, um dos responsáveis do mesmo.


A crise está a aumentar o número de casos de alcoolismo e a tornar os consumos mais perigosos, sobretudo nas bebidas destiladas e cerveja, alerta o presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia.

"Aquilo que verificámos em estudos e padrões de consumo é que tem havido um aumento progressivo do consumo de bebidas destiladas. Mesmo no caso dos jovens, são as bebidas mais consumidas", explica o médico Augusto Pinto, em declarações à Lusa, na véspera do Dia Nacional dos Alcoólicos Anónimos.

De acordo com o presidente da Sociedade, a crise que se vive atualmente no país "pode efetivamente agravar os consumos" e ao mesmo tempo levar "a consumos mais perigosos", acrescentando que a capacidade de desenvolver doenças "é mais grave nas bebidas destiladas", comparando com a ingestão de vinho. 

"Sendo ambas portadoras de álcool, a quantidade é maior nas destiladas, o que faz prever uma redução do tempo necessário para chegar à doença", alerta Augusto Pinto, avançando que são necessários dez anos de consumo "elevado, habitual, regular e excessivo" para chegar à dependência, mas, caso as bebidas destiladas sejam consumidas regularmente, a dependência surge mais cedo. 

"Eu diria que a crise pode efetivamente agravar os consumos e pode levar a consumos mais perigosos. As consequências orgânicas e a capacidade de desenvolver doenças é mais grave nas bebidas destiladas do que em alguém que consume vinho ou aguardente. Sendo ambas portadoras de álcool a quantidade é maior nas destiladas", frisa o especialista. 

Para o médico, a pessoa, normalmente, não se reconhece como doente pelo facto de "beber algumas vezes de forma excessiva e ficar embriagado", situação que "entra dentro de uma normalidade aceite na sociedade", explica. 

De acordo com Augusto Pinto, o facto de alguém beber com regularidade cria uma situação designada no meio médico como tolerância, ou seja, a pessoa vai aguentando-se cada vez mais tempo sem ficar embriagada. 

"Fica com a ideia de que aguenta cada vez mais a bebida e que isso é um aspeto positivo e não negativo. Ora quanto maior capacidade de consumo a pessoa tem (...) mais perto está de ser meu cliente, doente", explicou.

Augusto Pinto desmistifica ainda o mito de que os doentes alcoólicos andam sempre embriagados, alertando que é precisamente o contrário, graças à tolerância que ganham através do tempo. 

"Quando começam a reduzir essa capacidade (de enorme tolerância) é sempre um mau prognóstico. Significa que em termos cerebrais e hepáticos as coisas estão piores ou agravadas", revela. 

De acordo com o especialista, há muito a fazer na área da prevenção e intervenção precoce, embora reconhecendo que a existência de um dia nacional possa chamar a atenção do problema, revela que não tem o mesmo impacto ao nível de doentes com outro tipo de patologias, porque se tratam de doentes com dificuldade em aparecer, na sua maioria anónimos. 

"Sempre defendemos a existência, para além dos grupos de alcoólicos anónimos, de grupos de alcoólicos tratados, já que todos são importantes porque são ambos de autoajuda. Em algumas pessoas é importante a relação de anonimato, mas outros encaram a doença como outra qualquer e havia a necessidade de que estes estigmas fossem esbatidos na sociedade e que se respeitasse ainda mais os doentes não tratados", salientou. 

Augusto Pinto lembra ainda a acessibilidade ao álcool existente no nosso país, com uma "cultura muito enraizada em relação à substância" o que dificulta o trabalho de prevenção. 

"Toda a população considera normal o consumo de bebidas alcoólicas, não perspetivamos nenhuma atividade festiva sem álcool. Em todas as festas há álcool na mesa", lembra. 

Para Augusto Pinto, parte da solução do problema passa pela "mudança de consciência" e aceitação do doente tratado na sociedade e o aumento das respostas, nomeadamente na capacidade de intervenção de técnicos e médicos especializados no problema. 

Lusa
Fonte Sic
Post publicado por João Monte

Descoberta forma de cozinhar arroz que reduz calorias em 50%

Um inovador modo de cozedura do arroz foi descoberto no Sri Lanka, permitindo reduzir em 50% o número de calorias absorvido pelo corpo, com a descoberta a ser vista como uma resposta ao problema de obesidade.
Foto: Reuters

O modo de preparação assenta na adição de uma colher de sopa de óleo de coco na panela quando a água estiver a ferver, juntar o arroz, cozinhar durante 40 minutos em lume brando, e depois levar ao frigorífico durante 12 horas, voltando depois a aquecer e só então consumir.

"O que consegui com a minha investigação foi alterar a estrutura do arroz", explicou à Efe Sudhair A. James, um estudante de 22 anos da Faculdade de Ciências Químicas de Colombo, que apresentou recentemente a sua descoberta na Reunião Nacional da Sociedade Americana de Química, nos Estados Unidos.

Com a descoberta, James quer fazer frente à "crise global" que representa a obesidade.

A chave da descoberta, de acordo com o estudante cingalês, está no amido -- o principal componente do arroz --, e em concreto nos seus dois tipos: um resistente e outro não.

Enquanto o amido não resistente transforma os hidratos de carbono em glucose e outros açúcares simples, os quais são imediatamente absorvidos pelo sangue; o amido resistente não é digerido no intestino delgado, traduzindo-se por isso em menos calorias.

"Acreditamos que poderíamos desenvolver um método universal para cozinhar todos os alimentos que contêm amido -- como o pão, por exemplo --, os quais poderiam ser nutritivos e, ao mesmo tempo, combater a obesidade", afirmou.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o arroz é o alimento básico em 17 países da Ásia e Pacífico, nove nações da América do Norte e Sul e oito países de África.

Fonte: SIC Notícias
Pos publicado por Duarte Mixão

Aumento do consumo de álcool, tabaco e drogas entre os jovens do 3º ciclo e secundário


Reportagem da TVI, 2012
Post publicado por Lara Sequeira

Enterrados no lodo por causa da amêijoa

Fernando morreu a apanhar amêijoa. A actividade é ilegal para a maioria, mas movimenta centenas de pessoas e muitos euros

Foto: Mariline Alves


Fernando Farinha cresceu com vista para o Tejo e para o sustento que o rio sempre proporcionou aos tios que o criaram, Jacinto e Almerinda. O tio pescava, a tia vendia na lota, e Fanã – como era conhecido entre os amigos – começou cedo a apanhar bivalves à ‘porta’ de casa. 

O miúdo cresceu e fez-se advogado. Fez-se ainda mestre em Direito Marítimo e era ele que "tantas vezes ajudava os pescadores quando estes tinham de responder a processos, muitos deles precisamente por apanha ilegal de bivalves. Ele escolheu esta área para poder lutar por uma causa que sempre lhe foi próxima", diz um amigo da família. A profissão não impediu Fernando de continuar a apanhar bivalves. Há quem diga que para complementar o ordenado e pôr comida na mesa. Há quem ache que por ser a vida que sempre conheceu. 

Nos últimos nove meses esteve sem entrar no barco, mas no dia 14 de Agosto decidiu fazer-se ao rio para apanhar amêijoa em Alcochete, na companhia de um amigo, e o final não foi feliz. Fernando, ex-fuzileiro, morreu aos 44 anos, atingido pela hélice do barco, antes de voltar à superfície. Deixou a mulher inconsolável, três filhos menores sem pai e uma tese de doutoramento sobre Gestão de Portos que estava a dias de ser apresentada publicamente. "Conheci o Fanã quando ele me pediu ajuda para o trabalho que estava a escrever. Ele defendia que devia ser legal a pesca da amêijoa e se não tivesse morrido tínhamos lutado juntos por esta causa que diz tanto a tanta gente", confirma Joaquim Piló, presidente do Sindicato Livre dos Pescadores. 

NORMANDIA NO TEJO

De manhã, junto à zona de praia do Samouco, no concelho de Alcochete, os carros chegam quase até à rotunda. E a rotunda está longe. Os estacionamentos estão cheios, mas a praia tem poucos banhistas na areia. Para perceber onde se enfiaram as centenas de pessoas que ‘largaram’ os carros à torreira do sol é preciso estar disposto a passar um canal onde a água chega quase à cintura e andar a pé uns largos metros. Ao fundo, para a esquerda e para a direita da ponte Vasco da Gama – onde o trânsito passa indiferente ao cenário por debaixo – estão os apanhadores da amêijoa. Chegam em grupos ou sozinhos; nas mãos carregam pás e baldes, garrafões e sacos vazios, latas de tinta sem tinta; às costas levam mochilas, grandes. São homens, mulheres e crianças. 

"Engenheiros, advogados, todas as profissões, até pessoas que viviam bem até há pouco tempo. Já vêm também romenos, ucranianos e chineses, agora que a crise deu à costa é um arco-íris de nacionalidades a apanhar bivalves", garante Joaquim Piló. "É o subsídio de desemprego e a amêijoa", atira um pescador que tem o barco parado por não ter dinheiro para pagar as multas – algumas por pesca em zonas proibidas. No regresso, voltam torcidos pelo peso que trazem a tiracolo, em filas de gente que lembram marés. "No outro dia contei 347 pessoas e até desisti de continuar, porque não paravam de aparecer", conta Manuel, um filho da terra. "Olhe, parece o desembarque na Normandia [na Guerra Mundial, de 1939/45, quando os Aliados invadiram a Normandia], de tanta gente que por ali vem a caminho", graceja. 

Dentro do cenário, mais perto da ‘terra’ está quem não tem barco e escava à mão à procura do fruto proibido. Lá longe, fica quem leva os barcos até aos fundões e aí os estaciona antes de mergulhar em águas mais profundas (em apneia ou com botija), em busca do mesmo objecto de desejo. Nestes casos, a ganchorra (uma ferramenta de arte de pesca por arrasto) é ajuda preciosa. Há também quem, por não ter barco, apanhe boleia em barcos de pescadores, como confirma Luís (nome fictício).


"Sempre é uma forma de fazer mais uns trocos. Levo seis e sete por viagem e cobro cinco euros por pessoa." Volta depois para os apanhar quando a maré ameaça subir. O cenário repete--se em vários pontos do Estuário do Tejo. A área (classificada como zona C) "não é de proibição absoluta, sendo permitida a captura de bivalves por indíviduos devidamente licenciados. Ainda assim, a apanha com o auxílio de equipamento de mergulho autónomo é totalmente proibida", explica a Autoridade Marítima Nacional. As coimas mais vulgares são "a falta de licenciamento (748 a 49 879,79 euros) e a arte ilegal (598 a 37 409,84 €)". Os pescadores do Tejo, na voz de Joaquim Piló, contestam: "Essas licenças não chegaram a nós, só foram dadas aos pescadores de Sesimbra." 

VIDAS AFLITAS

Maria Silva, de 49 anos, não tem licença alguma, mas encolhe os ombros à menção da palavra ilegal. Fez-se à apanha às 10h00 (a baixa-mar estava marcada para o 12h00) junto com a filha Carina, de 25 anos, e dois cães. O marido está do outro lado da ponte em igual jornada. Trabalhavam ambos no campo até o campo deixar de sustentar a família de cinco. Viraram-se para o rio, "senão morríamos todos à fome. Sempre fui agricultora, mas agora a terra não dá nada. Lá em casa estamos todos desempregados: eu, o meu marido e os meus três filhos (19, 25 e 30 anos). Temos um barco e pescamos peixe para pôr na mesa, mas de manhã vimos para aqui apanhar amêijoa para vender. Vai rendendo pouco, mas sempre vai dando para sobreviver", conta Maria, sem que a conversa a faça parar de escavar o lodo em busca da amêijoa japónica, uma espécie exótica, habitualmente capturada nas zonas das descargas de metais pesados e esgotos, que não é genuína do Tejo mas que ali se multiplica a velocidades estonteantes desde que foi introduzida há 15 anos. 

Existe em abundância no Barreiro, Almada, Seixal, Montijo e Alcochete, todas consideradas zonas C pelo Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), por estarem poluídas com coliformes fecais. Os bivalves aí apanhados só podem ser consumidos se forem transpostos vivos para outro meio natural não contaminado e aí permanecerem por mais de dois meses. Caso contrário, servem apenas para transformação industrial. Ainda assim, e apesar de ser de venda proibida, tem vindo a ser colocada directamente nos consumidores através de circuitos clandestinos. 


"Já rendeu mais, quando havia menos gente a apanhar. Agora, cada dia que passa vêm mais pessoas" – diz Maria, em uníssono com a desilusão de todos os mariscadores que aterraram no Tejo em busca de dinheiro. "Já deu cinco euros o quilo, mas agora anda no 1,5 e 2 euros". Na internet, os anúncios de venda de amêijoa japónica também acompanham a descida do preço: se há um ano os preços se situavam entre os seis e os oito euros, agora os apanhadores vendem-na a partir de 1,80 euros o quilo, sendo que a maioria dos preços publicados se situa nos três euros.

Fonte: Correio da Manhã, 2012
Post publicado por Inês Pinhão

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Depressão na adolescência


Post publicado por Joana Galante

Somos o que comemos


A SIC executou uma grande reportagem sobre a obesidade. Um estudo profundo sobre esta realidade que vale a pena assistir e aprender. Para ver a reportagem, basta clicar sobre a imagem. 



Post publicado por Duarte Mixão

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Concurso Copos - «Alcoolismo na Adolescência»

O projecto da Cruz Vermelha, IDT e Direcção Geral da Saúde desafiou escolas a realizar vídeos para sensibilizar quanto à problemática do alcoolismo. Conheça aqui o trabalho vencedor. 


A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), em parceria com o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) e com a Direção Geral de Saúde, dinamizou ao longo deste ano lectivo o Projecto "Copos -- quem decide és tu".

Com o objectivo de sensibilizar e informar os jovens, com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos, para as problemáticas associadas ao consumo excessivo e precoce de bebidas alcoólicas, o projecto foi concebido tendo em consideração os actuais padrões de consumo entre esta população e a baixa percepção dos riscos que deles derivam directamente.

«Importou intervir de modo a adequar esta baixa percepção ao risco efectivo, aumentando, na população juvenil portuguesa, o conhecimento acerca das consequências do consumo de álcool. Desta forma pretendeu-se incrementar uma cultura de consumo esclarecida e crítica que se traduza em padrões de comportamento mais responsáveis», diz fonte da organização sublinhando que «para que se alcancarem os objectivos pretendidos privilegiou-se o meio escolar, pois pensamos que este meio pode representar também um bom espaço para modalidades informais de educação, assim como para a troca de experiências e de conhecimentos sobre a temática do consumo de álcool».

A implementação do projecto passou pela realização de um encontro de informação/prevenção nos estabelecimentos de ensino aderentes e pela promoção de um Desafio que consistiu na realização de trabalhos subordinados ao tema "O álcool e a juventude", visando a participação no concurso "Copos".

«O Desafio funcionou como um instrumento de envolvimento. Deste modo, a participação dos jovens no nosso cometimento não estaria reduzida à mera presença numa sessão de informação/prevenção, mas seria reforçada por um posterior empenho pessoal na reelaboração e aprofundamento dos conteúdos assimilados, sob a forma de um trabalho escolar», conclui a mesma fonte. 

A Escola Básica Grão Vasco, pertencente ao Agrupamento de Escolas de Grão Vasco, foi a grande vencedora do concurso «Copos». Três alunos do curso de formação vocacional - assistente operacional gráfico (equivalência ao 9º ano) escolheram como título para o trabalho -- Alcoolismo na Adolescência, «porque o alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos». 

«Hoje em dia este problema já se reflete nas camadas mais jovens, nomeadamente nos adolescentes. Esta problemática está a agravar-se na nossa sociedade, logo o nosso grupo tem como objectivos: sensibilizar a sociedade para as consequências de consumo excessivo de álcool; alertar para a prevenção do consumo do álcool na sociedade em geral; alertar para o facto de os jovens começarem a beber cada vez mais cedo; alertar para o facto de que o álcool provoca dependência».




9 de Julho de 2014

Post de João Monte

Obesidade infantil tende a estabilizar em Portugal

A prevalência da obesidade nas crianças portuguesas encontra-se acima da média europeia, mas a tendência é de uma progressiva estabilização do problema, segundo Pedro Graça, da Plataforma Nacional contra a Obesidade.
 
 
 
 "Os dados são interessantes no sentido em que continuamos a ter uma prevalência de obesidade nas nossas crianças acima da média europeia, à semelhança de outros países do mediterrâneo, mas a tendência é de uma progressiva estabilização. Estes países estão a regredir e a crescer menos, o que é bom e nos dá esperança no futuro, apesar dos valores altos", explicou à Lusa Pedro Graça, da Plataforma Nacional contra a Obesidade (PNO).

Segundo um
estudo publicado, esta quinta-feira, pela revista "Lancet", Portugal é o terceiro país da Europa ocidental com maior percentagem de raparigas obesas e com excesso de peso, problema que afeta 27,1% das jovens portuguesas.

Pedro Graça, da PNO da Direção Geral de Saúde, explicou que o país vai "continuar a ter problemas", apesar de um estudo recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a evolução da obesidade nas crianças em idade escolar em Portugal revelar uma estabilização dos valores desde há três, quatro anos.

O responsável acrescentou que há uma tendência de inversão dos dados relativos à Europa, já que os países do norte que tinham valores mais baixos de obesidade "estão a aumentar".

"A Europa tem um problema grave no que diz respeito à obesidade das suas crianças, mas o que está a acontecer é uma normalização em todos os países, aqueles que tinham prevalências mais baixas estão a aumentar e aqueles, como Portugal, onde eram mais altas as taxas, estão a estabilizar", sublinhou.

Para o responsável, esta inversão pode ser explicada por diversos fatores, nomeadamente as informações dos pais sobre saúde.


Produtos calóricos mais baratos
O especialista da PNO sustentou que ter um filho "com excesso de peso ou gordinho, como se dizia no passado, deixou de ser percebido como um fator de proteção", ganhando os educadores cada vez mais consciência de que o peso é um risco para a saúde e um estigma na escola.

Pedro Graça lembrou também que têm aumentado os níveis de obesidade em famílias com maiores dificuldades socioeconómicas, avançando que podem existir várias explicações para o fenómeno, entre as quais a estabilidade no emprego, o stress na família e o preço dos alimentos muito calóricos.

"Há uma grande quantidade de energia, açúcar e gordura em alimentos que estão muito disponíveis em toda a parte e que são mais baratos que os produtos frescos que nos interessam promover o consumo nestas famílias", explicou Pedro Graça, lembrando que as exigências nos empregos levam as famílias a terem pouco tempo para produzir refeições com qualidade.

Aliada à pouca atividade física dos mais jovens e o facto de serem estes os responsáveis pelas suas refeições e optarem por comer "produtos repletos de energia e pouco valor nutricional" também leva ao aumento dos casos nas famílias com menos recursos, de acordo com o responsável.

Em relação aos dados da obesidade nos adultos, Pedro Graça adiantou que as mulheres "estão a gerir melhor as questões do peso e excesso de peso", enquanto nos homens a prevalência da obesidade "continua a subir", sendo estes o próximo alvo de intervenção.

Fonte: Diário de Notícias, 29/05/2014

Post publicado por Gonçalo Seixas


 

Portugal é o terceiro da Europa ocidental com mais raparigas obesas

Portugal é o terceiro país da europa ocidental com maior percentagem de raparigas obesas e com excesso de peso, problema que afeta 27,1% das jovens portuguesas, revela um estudo esta quinta-feira publicado pela revista Lancet.
 
O estudo conclui que o número mundial de pessoas obesas e com excesso de peso aumentou de 857 milhões em 1980 para 2,1 mil milhões em 2013 e o problema continua a aumentar.
 
Portugal é o terceiro da Europa ocidental com mais raparigas obesas
 

Nos últimos 33 anos, escrevem os investigadores, a taxa de adultos obesos e com excesso de peso aumentou 28%, enquanto a das crianças subiu 47%.

Na Europa Ocidental, revelam os dados agora publicados, referentes a 2013, a obesidade e o excesso de peso afetam em média 24,2% dos rapazes até aos 20 anos, 22% das raparigas, 61,3% dos homens e 47,6% das mulheres.

Quando se considera apenas a obesidade (índice de massa corporal igual ou superior a 30 quilos por metro quadrado), as taxas são de 7,2% para os rapazes, 6,4% para as raparigas, 20,5% para os homens e 21% para as mulheres.

Em Portugal, todas as taxas estão acima da média regional: o excesso de peso afeta 28,7% dos rapazes, 27,1% das raparigas, 63,8% dos homens e 54,6% das mulheres, enquanto a obesidade atinge 8,9% dos rapazes, 10,6% das raparigas, 20,9% dos homens e 23,4% das mulheres.

Estes dados colocam Portugal como o terceiro país da região com mais raparigas com excesso de peso e o terceiro com mais meninas obesas.
 
Portugal é ainda o quarto com mais mulheres com excesso de peso e o sexto com mais rapazes com peso a mais.

A nível da Europa Ocidental, a obesidade nos rapazes varia entre 14% em Israel e 4% na Holanda e na Suécia; enquanto nas raparigas varia entre os 13% do Luxemburgo e 4% na Holanda, Noruega e Suécia.
 
Fonte: Jornal de Notícias, 29/05/2014
 
Post publicado por Gonçalo Seixas
 


OMS quer combater consumo de alimentos ricos em açúcares camuflados

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou hoje a redução do consumo de açúcares livres ou escondidos em produtos como o ketchup e bebidas gaseificadas, por adultos e crianças, para combater a obesidade e as cáries dentárias.
 
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esses açúcares devem representar apenas 10 por ento da ração energética diária da população, em todas as fases da vida.

Tais 10% são equivalentes a 50 gramas de açúcar ou 12 colheres de café.

A OMS recorda que uma grande parte dos açúcares consumidos atualmente está "escondida" nos alimentos que não são considerados doces.

Uma colher de sopa de 'ketchup' representa quatro gramas de açúcar escondido e uma lata de gasosa doce pode conter até 40 gramas de açúcar escondido, ou seja, 10 colheres de café.

Se o consumo diário de açúcares escondidos ficar abaixo dos cinco por cento, será ainda melhor para a saúde dos consumidores, prosseguiu a OMS.

Em particular, uma melhor etiquetagem dos alimentos, informando sobre o teor de açúcares escondidos, pode permitir reduzir o seu consumo, de acordo com a OMS.

Além disso, serão necessárias menos "campanhas publicitárias com crianças como destinatários, para produtos alimentares ou bebidas não-alcoólicas com alto teor de açúcares camuflados.

A OMS recomenda igualmente aos seus países membros "que iniciem o diálogo com as indústrias agroalimentares para que estas reduzam os açúcares escondidos na composição dos seus produtos".

Fonte: Sic noticias
 
Post publicado por Duarte Mixão

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estudo revela que 8% dos adolescentes portugueses tem depressão :

Um estudo – realizado por investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra revela que “uma percentagem significativa de adolescentes portugueses apresenta sintomatologia depressiva (8%) ou está em risco de desenvolver depressão (19%)”.

A investigação, com o objectivo de “traçar o perfil de risco psicológico e genético para a depressão na adolescência” e “testar a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes”, conclui ainda que a tendência para depressão na adolescência é maior nas raparigas: “Características temperamentais de emocionalidade negativa (tristeza, timidez, agressão, medo, etc.), estratégias de regulação emocional menos eficazes, maior número de acontecimentos de vida negativos na escola, com os amigos e com a família, bem como experiências de abuso e negligência e fraco desempenho escolar são factores que deixam os adolescentes mais vulneráveis à depressão”.

A pesquisa envolveu uma amostra comunitária de 3.300 adolescentes, a frequentarem o 8.º e o 9.º ano de escolaridade e com uma idade média de 14 anos. “Numa amostra de 290 adolescentes em risco, foram estudadas a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes (PPDA). Estes resultados vão ter “um impacto de grande relevo nos conhecimentos sobre a depressão nos jovens e a forma de a prevenir e tratar”, sustenta Ana Paula Matos, acrescentando que “a depressão é uma das doenças mais prevalentes nas crianças e adolescentes, comprometendo o funcionamento emocional, académico e relacional”.

Fonte: Diário Digital.
Post publicado por Joana Galante

Governo aprova lei que proíbe fumar em espaços públicos


Medida também determina alterações ao nível do consumo dos cigarros eletrónicos. Tabaco com aroma de mentol vai ser igualmente proibido. Estabelecimentos têm agora cinco anos para se adaptarem às novas regras, que entram em vigor em maio de 2020.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a revisão da lei do tabaco, que prevê a proibição do cigarro eletrónico com nicotina e de fumar em todos os espaços públicos fechados.

O Governo "aprovou uma proposta de lei para a proteção dos cidadãos a exposição involuntária ao fumo do tabaco e para a redução da procura relacionada com a dependência, bem como para a cessação do seu consumo e reforço da informação disponível para os consumidores", segundo o comunicado da Presidência do Conselho de ministros (PCM).

De acordo com a proposta, que transpõe duas diretivas da União Europeia, é determinada a proibição de fumar nas áreas com serviço em todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, incluindo nos recintos de diversão, nos casinos, bingos, salas de jogos e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, lembra que esta proposta acontece passados oito anos da lei vigente do tabaco.

Os três principais objetivos são proteger os cidadãos da exposição involuntária ao fumo, proteger os próprios fumadores e promover uma proteção adicional através de maior informação.

Assim, de acordo com o ministro, os maços de cigarros deixam de ter advertências em forma de texto e passam a ter imagens dissuasoras, serão eliminados aspetos de "natureza subjetiva" como a menção a "light" ou "suave", e os produtos de tabaco com aromas distintivos, por exemplo mentol, vão passar a ser proibidos.

Vai ser ainda reforçado o combato ao tráfico de tabaco e serão regulamentados os cigarros eletrónicos, com a proibição da sua venda através da internet.

A proposta de lei tem previsto um período de moratória de 5 anos, até 2020, para se adaptarem os espaços públicos que investiram em obras para serem espaços com fumo.

Fonte:Expresso
Post publicado por Leandro Matos

Mais de dois terços dos que tomam antidepressivos não têm depressão

Um estudo norte-americano descobriu que 69% das pessoas medicadas com o antidepressivo mais prescrito não cumprem os critérios clínicos para o diagnóstico da depressão.

Mais de dois terços dos que tomam antidepressivos não têm depressão
Reuters


Mais de dois terços das pessoas que tomam antidepressivos podem nem sofrer de depressão. É esta a conclusão de um novo estudo publicado no Jornal Científico de Psiquiatria Clinica.

Os investigadores descobriram que muitos médicos não usam os critérios oficiais para prescrever os medicamentos: além dos 69% que tomam antidepressivos sem sintomas correspondentes aos critérios de uma depressão clinica, outros 38% não sofriam de qualquer outro problema mental, como transtorno obsessivo-compulsivo, pânico ou ansiedade.

Os investigadores norte-americanos estudaram pessoas que tomavam inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI), o medicamento antidepressivo mais prescrito para tratar depressão e outras doenças psiquiátricas por ter menos efeitos secundários comparando com outro tipo de antidepressivos.

Desde 1998 que a prescrição de antidepressivos triplicou nos países mais ricos do mundo segundo um estudo da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE).

A Islândia é o país com maior número de medicamentos prescritos, com 106 doses por dia para cada 1.000 habitantes em 2011, em oposição a 71 na década anterior. Seguem-se a Austrália, Canadá, Dinamarca, Suécia e Portugal.

"Todos nós temos períodos em que experienciamos stress, tristeza e auto-dúvida. Isto não faz de nós doentes mentais, apenas seres humanos", comenta Howard Forman, diretor médico do Serviço de Consulta de Vícios no Centro Médico de Montefiore, em declarações ao Daily Mail.


Por cá, a Direção Geral de Saúde classifica como sintomas mais comuns de depressão, os seguintes:
  • Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
  • Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
  • Fadiga, cansaço e perda de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
  • Falta ou alterações da concentração;
  • Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
  • Desinteresse, apatia e tristeza;
  • Alterações do desejo sexual;
  • Irritabilidade;
  • Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.

Fonte: Visão, 11 de abril de 2015
Post publicado por Beatriz Caeiro

Prosa: Depressão - o meu testemunho

A dia 31 de Janeiro de 2013 sucumbi à depressão que me rondava desde a minha infância.


A dia 31 de Janeiro de 2013 sucumbi à depressão que me rondava desde a minha infância. Fui abaixo. Comecei a auto-mutilar-me, a ir cada vez mais abaixo. Um mês depois colocaram-me em anti-depressivos.

Aos poucos e poucos fui melhorando. Os antidepressivos ajudaram a manter a minha cabeça afastada de pensamentos tão negativos e "drogaram-me" o suficiente para que não tivesse tempo sequer para me sentir tão mal. Tive uma depressão. E não, a depressão não é uma pessoa sentir-se triste sem saber porquê. Não é só isso. É uma pessoa não sentir. Estar dormente. Sentir que a vida lhe está a passar ao lado e não se importar com isso. É estar vazia por dentro. É um profundo desespero, achar que tudo e todos estarão melhor sem nós. As pessoas agem como se conseguíssemos simplesmente nos pôr felizes. "Sorri, anda lá." "Há pessoas piores que tu". NADA disto ajuda. Antes pelo contrário. Não acham que se pudéssemos ficar felizes estaríamos? Ninguém quer nãosentir nada.

Ninguém quer não sentir nada. Com a minha depressão veio a automutilação. A automutilação surge quando alguém sente que não tem controlo nenhum sobre a sua vida. No meu caso não conseguia controlar quem me magoava e isso foi uma das coisas que me levou a cortar pela primeira vez. Tudo junto associado ao meu profundo desprezo próprio. As pessoas
cortam-se sentem que é a única maneira de estar no controlo da situação. E a compulsão por cortar surge a partir do momento em que a dor pára.

Cortar dói. Mas ao fazê-lo a dor psicológica desaparece por instantes e sentimo-nos normais.
Mas é quando ela desaparece que nos voltamos a cortar. É o desejo de voltar a não sentir nada. E quando cortes superficiais não dor, vamos para os fundos. Tudo para não sermos magoados por outros.

Resultou. Durante meses. Mas houve um dia em que me arrependi seriamente de me ter cortado. E foi aí que soube que estava a melhorar.
E melhorei. Agora não se trata de evitar que me magoem. Trata-se de puro ódio pessoal. Hoje contei as minhas cicatrizes, 100 no braço esquerdo. Elas, juntamente com a minha tatuagem lembram-me porque aqui estou. O passado define-me e eu não o quero esquecer.

Não julguem as pessoas antes de saber o seu passado ou o que as motiva. Sejam felizes. E força. Como diz a minha tatuagem, "tough times don’t last. Tough people do".

Fonte: Texto enviado pela participante Maria João Silva Capitão, 19 anos, da Marinha Grande ao Jornal Correio da Manhã.

Consumo de café associado a redução de depressão

Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Café, comemorado a 14 de Abril, vale a pena recordar um estudo norte-americano segundo o qual o consumo de quatro chávenas de café por dia pode reduzir o risco de depressão.





Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Café, comemorado a 14 de Abril, vale a pena recordar um estudo norte-americano segundo o qual o consumo de quatro chávenas de café por dia pode reduzir o risco de depressão.

A investigação sugere que as bebidas açucaradas estão associadas a uma maior tendência de depressão em adultos, ao passo que o consumo do café favorece um risco menor de sofrer deste problema.

Os primeiros resultados foram divulgados em 2013, na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, sendo que o estudo completo foi publicado em 2014, no
jornal científico norte-americana 'Plos One'.

O estudo envolveu mais de 260 mil pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 71. Durante a investigação foram avaliadas as quantidades de café, bebidas açucaradas, sumos, chá e outras bebidas consumidas pelos participantes.


Dez anos mais tarde, os investigadores que conduziram o estudo analisaram quantos participantes do estudo tinham sido diagnosticados, ao longo desses anos, com depressão. Cerca de 11 mil participantes tinham passado por estados depressivos.

Relacionando os dados, o estudo sugere que quem bebe mais de quatro copos de refrigerante por dia tem uma probabilidade 30% mais elevada de desenvolver depressão do que os indivíduos que não consomem esta bebida.

A investigação verificou, por outro lado, que os indivíduos que bebem quatro chávenas de café por dia têm menos 10% de probabilidades de desenvolver depressão do que as outras pessoas.

O estudo foi coordenado por Honglei Chen, do Instituto Nacional de Saúde da Carolina do Norte, e a pesquisa sugere que a redução do consumo de bebidas açucaradas e a sua substituição por café sem açucar pode ser uma maneira de reduzir o risco de depressão.


Outros estudos divulgados recentemente têm revelado benefícios do consumo de café, entre os quais a prevenção do cancro do colo do útero nas mulheres; redução do risco de doença de Parkinson; prevenção da diabetes, entre outras.

Fonte: Boas notícias, 16 de abril de 2015.




Obesidade pode reduzir esperança de vida em 8 anos


A obesidade pode reduzir em até oito anos a esperança de vida das pessoas e em 19 o número de anos sem doenças, apurou um estudo publicado hoje na revista médica The Lancet.


© Lucas Jackson / Reuters



Investigadores do Instituto de investigação do centro de saúde da Universidade McGill de Montreal, no Canadá, dirigido por Steven Glover, elaboraram um modelo informático da incidência de doenças segundo o peso, com dados retirados de um estudo sobre alimentação e saúde, realizado nos EUA.

Os cientistas calcularam o risco de contrair diabetes e doenças cardiovasculares para adultos com pesos diferentes, analisando depois o efeito do peso a mais e da obesidade nos anos de vida perdidos e nos anos com saúde perdidos nos adultos dos EUA, com idades entre 20 e 79 anos, comparados com pessoas com peso normal.

A investigação revelou que as pessoas com peso a mais, correspondente a um índice de massa corporal (IMC) de 26, perdiam de zero a três anos de expetativa de vida, conforme a idade e o género.

As pessoas obesas (IMC de 30) perdiam entre um a seis anos, enquanto a muito obesas (IMC de 35) tinham as suas vidas reduzidas entre um e oito anos, comparado com pessoas com um IMC ajustado à sua altura e dimensões.

Considera-se que um IMC abaixo de 18,5 indica desnutrição ou algum problema de saúde, enquanto um acima de 25 revela peso a mais. Acima de 30 há obesidade leve e de 40 obesidade pesada.

"O nosso modelo informático prova que a obesidade está associada a um risco mais alto de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes que, em média, vão reduzir drasticamente a esperança de vida das pessoas e os seus anos de vida saudável", disse Grover.

Segundo o estudo, o efeito do peso a mais na perda dos anos de vida é maior entre os jovens com idades entre 20 e 29 anos, tendo ascendido mesmo a 19 anos em dois casos de obesidade extrema, diminuindo com a idade. 

O excesso de peso reduz a esperança de vida, mas também os anos com vida saudável, definidos no estudo como os anos sem doenças associadas ao peso, como a diabetes de tipo 2 e as doenças cardiovasculares.

"O quadro está claro: quanto mais uma pessoa pesa e quanto mais jovem é, maior é o efeito na sua saúde, pois tem mais anos à frente em que os maiores riscos de saúde associados à obesidade podem ter um impacto negativo na sua vida", disse.

Fonte: Lusa e SIC Notícias.
Post publicado por Duarte Mixão