sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estudo revela que 8% dos adolescentes portugueses tem depressão :

Um estudo – realizado por investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra revela que “uma percentagem significativa de adolescentes portugueses apresenta sintomatologia depressiva (8%) ou está em risco de desenvolver depressão (19%)”.

A investigação, com o objectivo de “traçar o perfil de risco psicológico e genético para a depressão na adolescência” e “testar a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes”, conclui ainda que a tendência para depressão na adolescência é maior nas raparigas: “Características temperamentais de emocionalidade negativa (tristeza, timidez, agressão, medo, etc.), estratégias de regulação emocional menos eficazes, maior número de acontecimentos de vida negativos na escola, com os amigos e com a família, bem como experiências de abuso e negligência e fraco desempenho escolar são factores que deixam os adolescentes mais vulneráveis à depressão”.

A pesquisa envolveu uma amostra comunitária de 3.300 adolescentes, a frequentarem o 8.º e o 9.º ano de escolaridade e com uma idade média de 14 anos. “Numa amostra de 290 adolescentes em risco, foram estudadas a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes (PPDA). Estes resultados vão ter “um impacto de grande relevo nos conhecimentos sobre a depressão nos jovens e a forma de a prevenir e tratar”, sustenta Ana Paula Matos, acrescentando que “a depressão é uma das doenças mais prevalentes nas crianças e adolescentes, comprometendo o funcionamento emocional, académico e relacional”.

Fonte: Diário Digital.
Post publicado por Joana Galante

Governo aprova lei que proíbe fumar em espaços públicos


Medida também determina alterações ao nível do consumo dos cigarros eletrónicos. Tabaco com aroma de mentol vai ser igualmente proibido. Estabelecimentos têm agora cinco anos para se adaptarem às novas regras, que entram em vigor em maio de 2020.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a revisão da lei do tabaco, que prevê a proibição do cigarro eletrónico com nicotina e de fumar em todos os espaços públicos fechados.

O Governo "aprovou uma proposta de lei para a proteção dos cidadãos a exposição involuntária ao fumo do tabaco e para a redução da procura relacionada com a dependência, bem como para a cessação do seu consumo e reforço da informação disponível para os consumidores", segundo o comunicado da Presidência do Conselho de ministros (PCM).

De acordo com a proposta, que transpõe duas diretivas da União Europeia, é determinada a proibição de fumar nas áreas com serviço em todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, incluindo nos recintos de diversão, nos casinos, bingos, salas de jogos e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, lembra que esta proposta acontece passados oito anos da lei vigente do tabaco.

Os três principais objetivos são proteger os cidadãos da exposição involuntária ao fumo, proteger os próprios fumadores e promover uma proteção adicional através de maior informação.

Assim, de acordo com o ministro, os maços de cigarros deixam de ter advertências em forma de texto e passam a ter imagens dissuasoras, serão eliminados aspetos de "natureza subjetiva" como a menção a "light" ou "suave", e os produtos de tabaco com aromas distintivos, por exemplo mentol, vão passar a ser proibidos.

Vai ser ainda reforçado o combato ao tráfico de tabaco e serão regulamentados os cigarros eletrónicos, com a proibição da sua venda através da internet.

A proposta de lei tem previsto um período de moratória de 5 anos, até 2020, para se adaptarem os espaços públicos que investiram em obras para serem espaços com fumo.

Fonte:Expresso
Post publicado por Leandro Matos

Mais de dois terços dos que tomam antidepressivos não têm depressão

Um estudo norte-americano descobriu que 69% das pessoas medicadas com o antidepressivo mais prescrito não cumprem os critérios clínicos para o diagnóstico da depressão.

Mais de dois terços dos que tomam antidepressivos não têm depressão
Reuters


Mais de dois terços das pessoas que tomam antidepressivos podem nem sofrer de depressão. É esta a conclusão de um novo estudo publicado no Jornal Científico de Psiquiatria Clinica.

Os investigadores descobriram que muitos médicos não usam os critérios oficiais para prescrever os medicamentos: além dos 69% que tomam antidepressivos sem sintomas correspondentes aos critérios de uma depressão clinica, outros 38% não sofriam de qualquer outro problema mental, como transtorno obsessivo-compulsivo, pânico ou ansiedade.

Os investigadores norte-americanos estudaram pessoas que tomavam inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI), o medicamento antidepressivo mais prescrito para tratar depressão e outras doenças psiquiátricas por ter menos efeitos secundários comparando com outro tipo de antidepressivos.

Desde 1998 que a prescrição de antidepressivos triplicou nos países mais ricos do mundo segundo um estudo da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE).

A Islândia é o país com maior número de medicamentos prescritos, com 106 doses por dia para cada 1.000 habitantes em 2011, em oposição a 71 na década anterior. Seguem-se a Austrália, Canadá, Dinamarca, Suécia e Portugal.

"Todos nós temos períodos em que experienciamos stress, tristeza e auto-dúvida. Isto não faz de nós doentes mentais, apenas seres humanos", comenta Howard Forman, diretor médico do Serviço de Consulta de Vícios no Centro Médico de Montefiore, em declarações ao Daily Mail.


Por cá, a Direção Geral de Saúde classifica como sintomas mais comuns de depressão, os seguintes:
  • Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
  • Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
  • Fadiga, cansaço e perda de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
  • Falta ou alterações da concentração;
  • Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
  • Desinteresse, apatia e tristeza;
  • Alterações do desejo sexual;
  • Irritabilidade;
  • Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.

Fonte: Visão, 11 de abril de 2015
Post publicado por Beatriz Caeiro

Prosa: Depressão - o meu testemunho

A dia 31 de Janeiro de 2013 sucumbi à depressão que me rondava desde a minha infância.


A dia 31 de Janeiro de 2013 sucumbi à depressão que me rondava desde a minha infância. Fui abaixo. Comecei a auto-mutilar-me, a ir cada vez mais abaixo. Um mês depois colocaram-me em anti-depressivos.

Aos poucos e poucos fui melhorando. Os antidepressivos ajudaram a manter a minha cabeça afastada de pensamentos tão negativos e "drogaram-me" o suficiente para que não tivesse tempo sequer para me sentir tão mal. Tive uma depressão. E não, a depressão não é uma pessoa sentir-se triste sem saber porquê. Não é só isso. É uma pessoa não sentir. Estar dormente. Sentir que a vida lhe está a passar ao lado e não se importar com isso. É estar vazia por dentro. É um profundo desespero, achar que tudo e todos estarão melhor sem nós. As pessoas agem como se conseguíssemos simplesmente nos pôr felizes. "Sorri, anda lá." "Há pessoas piores que tu". NADA disto ajuda. Antes pelo contrário. Não acham que se pudéssemos ficar felizes estaríamos? Ninguém quer nãosentir nada.

Ninguém quer não sentir nada. Com a minha depressão veio a automutilação. A automutilação surge quando alguém sente que não tem controlo nenhum sobre a sua vida. No meu caso não conseguia controlar quem me magoava e isso foi uma das coisas que me levou a cortar pela primeira vez. Tudo junto associado ao meu profundo desprezo próprio. As pessoas
cortam-se sentem que é a única maneira de estar no controlo da situação. E a compulsão por cortar surge a partir do momento em que a dor pára.

Cortar dói. Mas ao fazê-lo a dor psicológica desaparece por instantes e sentimo-nos normais.
Mas é quando ela desaparece que nos voltamos a cortar. É o desejo de voltar a não sentir nada. E quando cortes superficiais não dor, vamos para os fundos. Tudo para não sermos magoados por outros.

Resultou. Durante meses. Mas houve um dia em que me arrependi seriamente de me ter cortado. E foi aí que soube que estava a melhorar.
E melhorei. Agora não se trata de evitar que me magoem. Trata-se de puro ódio pessoal. Hoje contei as minhas cicatrizes, 100 no braço esquerdo. Elas, juntamente com a minha tatuagem lembram-me porque aqui estou. O passado define-me e eu não o quero esquecer.

Não julguem as pessoas antes de saber o seu passado ou o que as motiva. Sejam felizes. E força. Como diz a minha tatuagem, "tough times don’t last. Tough people do".

Fonte: Texto enviado pela participante Maria João Silva Capitão, 19 anos, da Marinha Grande ao Jornal Correio da Manhã.

Consumo de café associado a redução de depressão

Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Café, comemorado a 14 de Abril, vale a pena recordar um estudo norte-americano segundo o qual o consumo de quatro chávenas de café por dia pode reduzir o risco de depressão.





Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Café, comemorado a 14 de Abril, vale a pena recordar um estudo norte-americano segundo o qual o consumo de quatro chávenas de café por dia pode reduzir o risco de depressão.

A investigação sugere que as bebidas açucaradas estão associadas a uma maior tendência de depressão em adultos, ao passo que o consumo do café favorece um risco menor de sofrer deste problema.

Os primeiros resultados foram divulgados em 2013, na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, sendo que o estudo completo foi publicado em 2014, no
jornal científico norte-americana 'Plos One'.

O estudo envolveu mais de 260 mil pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 71. Durante a investigação foram avaliadas as quantidades de café, bebidas açucaradas, sumos, chá e outras bebidas consumidas pelos participantes.


Dez anos mais tarde, os investigadores que conduziram o estudo analisaram quantos participantes do estudo tinham sido diagnosticados, ao longo desses anos, com depressão. Cerca de 11 mil participantes tinham passado por estados depressivos.

Relacionando os dados, o estudo sugere que quem bebe mais de quatro copos de refrigerante por dia tem uma probabilidade 30% mais elevada de desenvolver depressão do que os indivíduos que não consomem esta bebida.

A investigação verificou, por outro lado, que os indivíduos que bebem quatro chávenas de café por dia têm menos 10% de probabilidades de desenvolver depressão do que as outras pessoas.

O estudo foi coordenado por Honglei Chen, do Instituto Nacional de Saúde da Carolina do Norte, e a pesquisa sugere que a redução do consumo de bebidas açucaradas e a sua substituição por café sem açucar pode ser uma maneira de reduzir o risco de depressão.


Outros estudos divulgados recentemente têm revelado benefícios do consumo de café, entre os quais a prevenção do cancro do colo do útero nas mulheres; redução do risco de doença de Parkinson; prevenção da diabetes, entre outras.

Fonte: Boas notícias, 16 de abril de 2015.




Obesidade pode reduzir esperança de vida em 8 anos


A obesidade pode reduzir em até oito anos a esperança de vida das pessoas e em 19 o número de anos sem doenças, apurou um estudo publicado hoje na revista médica The Lancet.


© Lucas Jackson / Reuters



Investigadores do Instituto de investigação do centro de saúde da Universidade McGill de Montreal, no Canadá, dirigido por Steven Glover, elaboraram um modelo informático da incidência de doenças segundo o peso, com dados retirados de um estudo sobre alimentação e saúde, realizado nos EUA.

Os cientistas calcularam o risco de contrair diabetes e doenças cardiovasculares para adultos com pesos diferentes, analisando depois o efeito do peso a mais e da obesidade nos anos de vida perdidos e nos anos com saúde perdidos nos adultos dos EUA, com idades entre 20 e 79 anos, comparados com pessoas com peso normal.

A investigação revelou que as pessoas com peso a mais, correspondente a um índice de massa corporal (IMC) de 26, perdiam de zero a três anos de expetativa de vida, conforme a idade e o género.

As pessoas obesas (IMC de 30) perdiam entre um a seis anos, enquanto a muito obesas (IMC de 35) tinham as suas vidas reduzidas entre um e oito anos, comparado com pessoas com um IMC ajustado à sua altura e dimensões.

Considera-se que um IMC abaixo de 18,5 indica desnutrição ou algum problema de saúde, enquanto um acima de 25 revela peso a mais. Acima de 30 há obesidade leve e de 40 obesidade pesada.

"O nosso modelo informático prova que a obesidade está associada a um risco mais alto de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes que, em média, vão reduzir drasticamente a esperança de vida das pessoas e os seus anos de vida saudável", disse Grover.

Segundo o estudo, o efeito do peso a mais na perda dos anos de vida é maior entre os jovens com idades entre 20 e 29 anos, tendo ascendido mesmo a 19 anos em dois casos de obesidade extrema, diminuindo com a idade. 

O excesso de peso reduz a esperança de vida, mas também os anos com vida saudável, definidos no estudo como os anos sem doenças associadas ao peso, como a diabetes de tipo 2 e as doenças cardiovasculares.

"O quadro está claro: quanto mais uma pessoa pesa e quanto mais jovem é, maior é o efeito na sua saúde, pois tem mais anos à frente em que os maiores riscos de saúde associados à obesidade podem ter um impacto negativo na sua vida", disse.

Fonte: Lusa e SIC Notícias.
Post publicado por Duarte Mixão