domingo, 7 de junho de 2015

Centro das Taipas cria projeto para responder a alcoolismo infantil

"Na corda bamba" é um projeto que procura responder às preocupações provocadas pelo consumo entre os jovens de álcool e de substâncias psicoativas. Para nos dar a conhecer o projeto, esteve na Edição da Manhã Alfredo Frade, um dos responsáveis do mesmo.


A crise está a aumentar o número de casos de alcoolismo e a tornar os consumos mais perigosos, sobretudo nas bebidas destiladas e cerveja, alerta o presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia.

"Aquilo que verificámos em estudos e padrões de consumo é que tem havido um aumento progressivo do consumo de bebidas destiladas. Mesmo no caso dos jovens, são as bebidas mais consumidas", explica o médico Augusto Pinto, em declarações à Lusa, na véspera do Dia Nacional dos Alcoólicos Anónimos.

De acordo com o presidente da Sociedade, a crise que se vive atualmente no país "pode efetivamente agravar os consumos" e ao mesmo tempo levar "a consumos mais perigosos", acrescentando que a capacidade de desenvolver doenças "é mais grave nas bebidas destiladas", comparando com a ingestão de vinho. 

"Sendo ambas portadoras de álcool, a quantidade é maior nas destiladas, o que faz prever uma redução do tempo necessário para chegar à doença", alerta Augusto Pinto, avançando que são necessários dez anos de consumo "elevado, habitual, regular e excessivo" para chegar à dependência, mas, caso as bebidas destiladas sejam consumidas regularmente, a dependência surge mais cedo. 

"Eu diria que a crise pode efetivamente agravar os consumos e pode levar a consumos mais perigosos. As consequências orgânicas e a capacidade de desenvolver doenças é mais grave nas bebidas destiladas do que em alguém que consume vinho ou aguardente. Sendo ambas portadoras de álcool a quantidade é maior nas destiladas", frisa o especialista. 

Para o médico, a pessoa, normalmente, não se reconhece como doente pelo facto de "beber algumas vezes de forma excessiva e ficar embriagado", situação que "entra dentro de uma normalidade aceite na sociedade", explica. 

De acordo com Augusto Pinto, o facto de alguém beber com regularidade cria uma situação designada no meio médico como tolerância, ou seja, a pessoa vai aguentando-se cada vez mais tempo sem ficar embriagada. 

"Fica com a ideia de que aguenta cada vez mais a bebida e que isso é um aspeto positivo e não negativo. Ora quanto maior capacidade de consumo a pessoa tem (...) mais perto está de ser meu cliente, doente", explicou.

Augusto Pinto desmistifica ainda o mito de que os doentes alcoólicos andam sempre embriagados, alertando que é precisamente o contrário, graças à tolerância que ganham através do tempo. 

"Quando começam a reduzir essa capacidade (de enorme tolerância) é sempre um mau prognóstico. Significa que em termos cerebrais e hepáticos as coisas estão piores ou agravadas", revela. 

De acordo com o especialista, há muito a fazer na área da prevenção e intervenção precoce, embora reconhecendo que a existência de um dia nacional possa chamar a atenção do problema, revela que não tem o mesmo impacto ao nível de doentes com outro tipo de patologias, porque se tratam de doentes com dificuldade em aparecer, na sua maioria anónimos. 

"Sempre defendemos a existência, para além dos grupos de alcoólicos anónimos, de grupos de alcoólicos tratados, já que todos são importantes porque são ambos de autoajuda. Em algumas pessoas é importante a relação de anonimato, mas outros encaram a doença como outra qualquer e havia a necessidade de que estes estigmas fossem esbatidos na sociedade e que se respeitasse ainda mais os doentes não tratados", salientou. 

Augusto Pinto lembra ainda a acessibilidade ao álcool existente no nosso país, com uma "cultura muito enraizada em relação à substância" o que dificulta o trabalho de prevenção. 

"Toda a população considera normal o consumo de bebidas alcoólicas, não perspetivamos nenhuma atividade festiva sem álcool. Em todas as festas há álcool na mesa", lembra. 

Para Augusto Pinto, parte da solução do problema passa pela "mudança de consciência" e aceitação do doente tratado na sociedade e o aumento das respostas, nomeadamente na capacidade de intervenção de técnicos e médicos especializados no problema. 

Lusa
Fonte Sic
Post publicado por João Monte

Descoberta forma de cozinhar arroz que reduz calorias em 50%

Um inovador modo de cozedura do arroz foi descoberto no Sri Lanka, permitindo reduzir em 50% o número de calorias absorvido pelo corpo, com a descoberta a ser vista como uma resposta ao problema de obesidade.
Foto: Reuters

O modo de preparação assenta na adição de uma colher de sopa de óleo de coco na panela quando a água estiver a ferver, juntar o arroz, cozinhar durante 40 minutos em lume brando, e depois levar ao frigorífico durante 12 horas, voltando depois a aquecer e só então consumir.

"O que consegui com a minha investigação foi alterar a estrutura do arroz", explicou à Efe Sudhair A. James, um estudante de 22 anos da Faculdade de Ciências Químicas de Colombo, que apresentou recentemente a sua descoberta na Reunião Nacional da Sociedade Americana de Química, nos Estados Unidos.

Com a descoberta, James quer fazer frente à "crise global" que representa a obesidade.

A chave da descoberta, de acordo com o estudante cingalês, está no amido -- o principal componente do arroz --, e em concreto nos seus dois tipos: um resistente e outro não.

Enquanto o amido não resistente transforma os hidratos de carbono em glucose e outros açúcares simples, os quais são imediatamente absorvidos pelo sangue; o amido resistente não é digerido no intestino delgado, traduzindo-se por isso em menos calorias.

"Acreditamos que poderíamos desenvolver um método universal para cozinhar todos os alimentos que contêm amido -- como o pão, por exemplo --, os quais poderiam ser nutritivos e, ao mesmo tempo, combater a obesidade", afirmou.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o arroz é o alimento básico em 17 países da Ásia e Pacífico, nove nações da América do Norte e Sul e oito países de África.

Fonte: SIC Notícias
Pos publicado por Duarte Mixão

Aumento do consumo de álcool, tabaco e drogas entre os jovens do 3º ciclo e secundário


Reportagem da TVI, 2012
Post publicado por Lara Sequeira

Enterrados no lodo por causa da amêijoa

Fernando morreu a apanhar amêijoa. A actividade é ilegal para a maioria, mas movimenta centenas de pessoas e muitos euros

Foto: Mariline Alves


Fernando Farinha cresceu com vista para o Tejo e para o sustento que o rio sempre proporcionou aos tios que o criaram, Jacinto e Almerinda. O tio pescava, a tia vendia na lota, e Fanã – como era conhecido entre os amigos – começou cedo a apanhar bivalves à ‘porta’ de casa. 

O miúdo cresceu e fez-se advogado. Fez-se ainda mestre em Direito Marítimo e era ele que "tantas vezes ajudava os pescadores quando estes tinham de responder a processos, muitos deles precisamente por apanha ilegal de bivalves. Ele escolheu esta área para poder lutar por uma causa que sempre lhe foi próxima", diz um amigo da família. A profissão não impediu Fernando de continuar a apanhar bivalves. Há quem diga que para complementar o ordenado e pôr comida na mesa. Há quem ache que por ser a vida que sempre conheceu. 

Nos últimos nove meses esteve sem entrar no barco, mas no dia 14 de Agosto decidiu fazer-se ao rio para apanhar amêijoa em Alcochete, na companhia de um amigo, e o final não foi feliz. Fernando, ex-fuzileiro, morreu aos 44 anos, atingido pela hélice do barco, antes de voltar à superfície. Deixou a mulher inconsolável, três filhos menores sem pai e uma tese de doutoramento sobre Gestão de Portos que estava a dias de ser apresentada publicamente. "Conheci o Fanã quando ele me pediu ajuda para o trabalho que estava a escrever. Ele defendia que devia ser legal a pesca da amêijoa e se não tivesse morrido tínhamos lutado juntos por esta causa que diz tanto a tanta gente", confirma Joaquim Piló, presidente do Sindicato Livre dos Pescadores. 

NORMANDIA NO TEJO

De manhã, junto à zona de praia do Samouco, no concelho de Alcochete, os carros chegam quase até à rotunda. E a rotunda está longe. Os estacionamentos estão cheios, mas a praia tem poucos banhistas na areia. Para perceber onde se enfiaram as centenas de pessoas que ‘largaram’ os carros à torreira do sol é preciso estar disposto a passar um canal onde a água chega quase à cintura e andar a pé uns largos metros. Ao fundo, para a esquerda e para a direita da ponte Vasco da Gama – onde o trânsito passa indiferente ao cenário por debaixo – estão os apanhadores da amêijoa. Chegam em grupos ou sozinhos; nas mãos carregam pás e baldes, garrafões e sacos vazios, latas de tinta sem tinta; às costas levam mochilas, grandes. São homens, mulheres e crianças. 

"Engenheiros, advogados, todas as profissões, até pessoas que viviam bem até há pouco tempo. Já vêm também romenos, ucranianos e chineses, agora que a crise deu à costa é um arco-íris de nacionalidades a apanhar bivalves", garante Joaquim Piló. "É o subsídio de desemprego e a amêijoa", atira um pescador que tem o barco parado por não ter dinheiro para pagar as multas – algumas por pesca em zonas proibidas. No regresso, voltam torcidos pelo peso que trazem a tiracolo, em filas de gente que lembram marés. "No outro dia contei 347 pessoas e até desisti de continuar, porque não paravam de aparecer", conta Manuel, um filho da terra. "Olhe, parece o desembarque na Normandia [na Guerra Mundial, de 1939/45, quando os Aliados invadiram a Normandia], de tanta gente que por ali vem a caminho", graceja. 

Dentro do cenário, mais perto da ‘terra’ está quem não tem barco e escava à mão à procura do fruto proibido. Lá longe, fica quem leva os barcos até aos fundões e aí os estaciona antes de mergulhar em águas mais profundas (em apneia ou com botija), em busca do mesmo objecto de desejo. Nestes casos, a ganchorra (uma ferramenta de arte de pesca por arrasto) é ajuda preciosa. Há também quem, por não ter barco, apanhe boleia em barcos de pescadores, como confirma Luís (nome fictício).


"Sempre é uma forma de fazer mais uns trocos. Levo seis e sete por viagem e cobro cinco euros por pessoa." Volta depois para os apanhar quando a maré ameaça subir. O cenário repete--se em vários pontos do Estuário do Tejo. A área (classificada como zona C) "não é de proibição absoluta, sendo permitida a captura de bivalves por indíviduos devidamente licenciados. Ainda assim, a apanha com o auxílio de equipamento de mergulho autónomo é totalmente proibida", explica a Autoridade Marítima Nacional. As coimas mais vulgares são "a falta de licenciamento (748 a 49 879,79 euros) e a arte ilegal (598 a 37 409,84 €)". Os pescadores do Tejo, na voz de Joaquim Piló, contestam: "Essas licenças não chegaram a nós, só foram dadas aos pescadores de Sesimbra." 

VIDAS AFLITAS

Maria Silva, de 49 anos, não tem licença alguma, mas encolhe os ombros à menção da palavra ilegal. Fez-se à apanha às 10h00 (a baixa-mar estava marcada para o 12h00) junto com a filha Carina, de 25 anos, e dois cães. O marido está do outro lado da ponte em igual jornada. Trabalhavam ambos no campo até o campo deixar de sustentar a família de cinco. Viraram-se para o rio, "senão morríamos todos à fome. Sempre fui agricultora, mas agora a terra não dá nada. Lá em casa estamos todos desempregados: eu, o meu marido e os meus três filhos (19, 25 e 30 anos). Temos um barco e pescamos peixe para pôr na mesa, mas de manhã vimos para aqui apanhar amêijoa para vender. Vai rendendo pouco, mas sempre vai dando para sobreviver", conta Maria, sem que a conversa a faça parar de escavar o lodo em busca da amêijoa japónica, uma espécie exótica, habitualmente capturada nas zonas das descargas de metais pesados e esgotos, que não é genuína do Tejo mas que ali se multiplica a velocidades estonteantes desde que foi introduzida há 15 anos. 

Existe em abundância no Barreiro, Almada, Seixal, Montijo e Alcochete, todas consideradas zonas C pelo Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), por estarem poluídas com coliformes fecais. Os bivalves aí apanhados só podem ser consumidos se forem transpostos vivos para outro meio natural não contaminado e aí permanecerem por mais de dois meses. Caso contrário, servem apenas para transformação industrial. Ainda assim, e apesar de ser de venda proibida, tem vindo a ser colocada directamente nos consumidores através de circuitos clandestinos. 


"Já rendeu mais, quando havia menos gente a apanhar. Agora, cada dia que passa vêm mais pessoas" – diz Maria, em uníssono com a desilusão de todos os mariscadores que aterraram no Tejo em busca de dinheiro. "Já deu cinco euros o quilo, mas agora anda no 1,5 e 2 euros". Na internet, os anúncios de venda de amêijoa japónica também acompanham a descida do preço: se há um ano os preços se situavam entre os seis e os oito euros, agora os apanhadores vendem-na a partir de 1,80 euros o quilo, sendo que a maioria dos preços publicados se situa nos três euros.

Fonte: Correio da Manhã, 2012
Post publicado por Inês Pinhão

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Depressão na adolescência


Post publicado por Joana Galante

Somos o que comemos


A SIC executou uma grande reportagem sobre a obesidade. Um estudo profundo sobre esta realidade que vale a pena assistir e aprender. Para ver a reportagem, basta clicar sobre a imagem. 



Post publicado por Duarte Mixão

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Concurso Copos - «Alcoolismo na Adolescência»

O projecto da Cruz Vermelha, IDT e Direcção Geral da Saúde desafiou escolas a realizar vídeos para sensibilizar quanto à problemática do alcoolismo. Conheça aqui o trabalho vencedor. 


A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), em parceria com o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) e com a Direção Geral de Saúde, dinamizou ao longo deste ano lectivo o Projecto "Copos -- quem decide és tu".

Com o objectivo de sensibilizar e informar os jovens, com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos, para as problemáticas associadas ao consumo excessivo e precoce de bebidas alcoólicas, o projecto foi concebido tendo em consideração os actuais padrões de consumo entre esta população e a baixa percepção dos riscos que deles derivam directamente.

«Importou intervir de modo a adequar esta baixa percepção ao risco efectivo, aumentando, na população juvenil portuguesa, o conhecimento acerca das consequências do consumo de álcool. Desta forma pretendeu-se incrementar uma cultura de consumo esclarecida e crítica que se traduza em padrões de comportamento mais responsáveis», diz fonte da organização sublinhando que «para que se alcancarem os objectivos pretendidos privilegiou-se o meio escolar, pois pensamos que este meio pode representar também um bom espaço para modalidades informais de educação, assim como para a troca de experiências e de conhecimentos sobre a temática do consumo de álcool».

A implementação do projecto passou pela realização de um encontro de informação/prevenção nos estabelecimentos de ensino aderentes e pela promoção de um Desafio que consistiu na realização de trabalhos subordinados ao tema "O álcool e a juventude", visando a participação no concurso "Copos".

«O Desafio funcionou como um instrumento de envolvimento. Deste modo, a participação dos jovens no nosso cometimento não estaria reduzida à mera presença numa sessão de informação/prevenção, mas seria reforçada por um posterior empenho pessoal na reelaboração e aprofundamento dos conteúdos assimilados, sob a forma de um trabalho escolar», conclui a mesma fonte. 

A Escola Básica Grão Vasco, pertencente ao Agrupamento de Escolas de Grão Vasco, foi a grande vencedora do concurso «Copos». Três alunos do curso de formação vocacional - assistente operacional gráfico (equivalência ao 9º ano) escolheram como título para o trabalho -- Alcoolismo na Adolescência, «porque o alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos». 

«Hoje em dia este problema já se reflete nas camadas mais jovens, nomeadamente nos adolescentes. Esta problemática está a agravar-se na nossa sociedade, logo o nosso grupo tem como objectivos: sensibilizar a sociedade para as consequências de consumo excessivo de álcool; alertar para a prevenção do consumo do álcool na sociedade em geral; alertar para o facto de os jovens começarem a beber cada vez mais cedo; alertar para o facto de que o álcool provoca dependência».




9 de Julho de 2014

Post de João Monte